" Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!"
(Augusto dos Anjos, O morcego)
Tanta linguagem artística é usada neste poema. Usa metáfora para comparar a consciência humana ao morcego que está lhe perturbando durante a noite. Ele descreve este morcego entrar o quarto dele quando está sozinho tentando relaxar depois um dia rigoroso. "Fala que vai mandar levantar outra parede" como se pudesse bloquear os pensamentos que vem da mente. Mas não dá para bloquear a mente com paredes e coisas físicas, so com controle mental. "Por mais que a gente faça, à noite ele entra..." durante a noite a mente fica inventando coisas porque geralmente a gente está sozinho, e a imaginação corre em qualquer direção e depois um dia longo está cansada então as "paredes" ou defesas estão quebradas as mesmas defesas que coloca para defender contra os medos de que teme. A consciência realmente é escuro mesmo que ela quer só pensar nas coisas bonitas e fofas na vida. Por isto o autor usa a relacionamento entre a consciência e o morcego, é algo que se esconde nas sombras.
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