A linguagem coloquial chama muita
atenção para si e o autor explica que “A vida não me chegava pelos jornais nem
pelos livros/ Vinha da boca do povo na língua errada do povo/ língua certa do
povo/ Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil” (187). No Nordeste do Brasil o povo não usa uma linguagem
lusíada nem formal, então o autor disse que a vida chegou para ele pela boca
das pessoas que usam uma “língua errada”.
A linguagem serve para expressar e passar idéias para os outros, se uma
outra pessoa lhe entende significa que aquela que estava expressando a idéia
está falando certo porque a outra entendeu a idéia neste sentido o povo que fala
“errado” ainda fala “certo” porque está conseguindo espalhar idéias para outros. Uma antítese está sendo usada para apresentar
que mesmo o povo está falando errado em comparação os Portugueses, mas em Recife
o povo está falando corretamente demonstrando a liberdade que Recife tem, sendo
distinto dos Portugueses e do resto do Brasil.
O uso de vocabulário coloquial ajuda o leitor ler este poema rapidamente
e com facilidade auxiliando a disseminação de idéias, opiniões, e conceitos de
liberdade. A peça é escrita de memória
sobre a juventude do autor, a mocidade dele representa liberdade. Ele estava livre para ir e fazer tudo que ele
quis sem precisar se preocupar com as consequências.
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