Thursday, November 17, 2016

Pagador de Promessas


ZÉ
(Humildemente)
Padre... eu não quis imitar Jesus...

PADRE
(Corta terrível)

Mentira! Eu gravei suas palavras! Você mesmo disse que prometeu carregar uma cruz tão pesada quanto a de Cristo.
ZÉ
Sim, mas isso...

PADRE
Isso prova que você está sendo submetido a uma tentação ainda maior.
ZÉ
Qual, Padre?

PADRE
A de igualar-se ao Filho de Deus.

(pagador de promessas)


Durante a peça toda as pessoas mudam as palavras e as motivações de Zé do Burro. Eles lhe exploram pela maneira que lhes ajudam. Aqui tem uma citação que em verdade é uma previsão das coisas que vão acontecer mais tarde na peça que Zé quando Zé finalmente entra a igreja numa maneira simbolizando o Cristo. Numa maneira Zé e Jesus ambos passam pela tribulação que as pessoas só focalizam em se mesmo e colocaram los em baixo do pé e lhes exploram. Ninguém na peça acredita que Zé fez a promessa para seu bem e foi para Santa Barbara.

Thursday, November 10, 2016

pagador de promessas

"ZÉ
(Candidamente) Esse dinheiro... é dela mesmo?
BONITÃO
(Guarda o dinheiro) Bem, esta é uma maneira de olhar as coisas. E toda coisa tem pelo menos duas maneiras de ser olhada. Uma de lá pra cá, outra de cá pra lá. Entendeu?

Não... " (Pagador de Promessas Primeiro Ato Primeiro Quadro)

Bonitão representa o capitalismo e como homens de negócios podem mudar a perspectiva para aparecer moral. Para uma pessoa common e simples como Zé as maneiras de ver negócios não faz sentido, não há espaço cinza tudo é branco ou preto. Mas Bonitão tenta explicar tudo tem dois lados em que pode ser olhado, de lá para cá ou de cá para lá, dependendo de qual lhe beneficiar vai ser usado mais. No mundo de capitalismo a única coisa que importa é quando dinheiro está sendo ganhado pelo menor esforço possível. Mais tarde nesta peça descobrimos que o Bonitão não veja os outros como pessoas igual a ele mas são só coisas que podem ser exploradas para sua benefício. Não há ninguém para amar ou confiar só Bonitão tem a interesse de Bonitão.

Thursday, November 3, 2016

Da minha redação


A linguagem coloquial chama muita atenção para si e o autor explica que “A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros/ Vinha da boca do povo na língua errada do povo/ língua certa do povo/ Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil” (187).  No Nordeste do Brasil o povo não usa uma linguagem lusíada nem formal, então o autor disse que a vida chegou para ele pela boca das pessoas que usam uma “língua errada”.  A linguagem serve para expressar e passar idéias para os outros, se uma outra pessoa lhe entende significa que aquela que estava expressando a idéia está falando certo porque a outra entendeu a idéia neste sentido o povo que fala “errado” ainda fala “certo” porque está conseguindo espalhar idéias para outros.  Uma antítese está sendo usada para apresentar que mesmo o povo está falando errado em comparação os Portugueses, mas em Recife o povo está falando corretamente demonstrando a liberdade que Recife tem, sendo distinto dos Portugueses e do resto do Brasil.  O uso de vocabulário coloquial ajuda o leitor ler este poema rapidamente e com facilidade auxiliando a disseminação de idéias, opiniões, e conceitos de liberdade.  A peça é escrita de memória sobre a juventude do autor, a mocidade dele representa liberdade.  Ele estava livre para ir e fazer tudo que ele quis sem precisar se preocupar com as consequências.