Thursday, September 29, 2016

" Andávamos à procura de um sítio melhor para viver e resolvemos aproveitar a tua viagem, Não sois marinheiros, Nunca o fomos, Sozinho, não serei capaz de governar o barco, Pensasses nisso antes de ir pedi-lo ao rei, o mar não ensina a navegar." ( José Saramago, O Conto da Ilha Desconhecida, packet page 47).

Através de um sonho a imaginação está livre para correr sem limites. Todos desejos do homen que quis um barco são realizados. Sem precisar saber como navegar o mar antes de receber o barco. Adoro como fala "Andávamos à procura de um sítio melhor" sempre as pessoas estão na busca de melhorar a vida, para crescer no conhecimento, no tecnologia, e na classe social qualquer que mais guarda o dinheiro para a bolsa. Não é precisa ser algo antes de fazer, pode aprender durante a nova experiência.

O autor prefere não usar pontuação durante este conto para deixar a conversa correr sem precisar pausar muito. Como uma conversa normal, as vezes uma pessoa vai interromper enquanto uma outra está falando, acontece.

Thursday, September 22, 2016

O Jantar

"No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos fechados mastigando pão com vigor e mecanismo, os dois punhos cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos fechados. A um gesto mais vivo do criado ele os abriu com tal brusquidão que este mesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um garfo caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-lo; ele não respondia. Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência, a ponta da língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase o cheirava, mexendo a boca de antemão. E começava a cortá-lo com um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Em breve levava um pedaço a certa altura do rosto e, como se tivesse que apanhá-lo em vôo, abocanhou-o num arrebatamento de cabeça. Olhei para o meu prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, mastigando de boca aberta, passando a língua pelos dentes, com o olhar fixo na luz do teto. Eu já ia cortar a carne de novo, quando o vi parar inteiramente." (Clarice Lipsector, O Jantar, pg. 1)

O narrador deste conto está observando um homen comendo um jantar. No inicio é quando esta citação acontece. O homen comendo está pesado com seus sentimentos e pensamentos. Com os olhos fechados o garçom faz seu trabalho como é normal e ele fica calado em pensamento fundo. E o narrador está assistindo esta cena. De repente o homen se mexe e causa uma comoção. O garçom parece entender que o homen está passando por alguns dificuldades e ajuda ele sendo bem simpático. 

Neste mundo em qual vivemos é impossível não passar por dificuldades. Cada pessoa tem uma história, uma passada, e um visto que é pessoal. Hoje em dia ficamos em nossas vidas somente, não queremos dizer algo que vai ofender alguém. O mundo está ficando mais e mais frio. O amor do próximo não existe mais. As pessoas tentam comer os sentimentos envés de falar e discutir sober eles. Temos que cuidar dos outros. Tenha coragem para parar e ajudar alguém triste ou que precisa. Espalhar o amor e a ternura pelo mundo.

Friday, September 16, 2016

Missa do Galo

"Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.

Boa Conceição! Chamavam-lhe "a santa", e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar." (Machado de Assis, Missa do Galo pg. 2)

Penso muito sobre esta citação como a Conceição é chamada de santa quando não faz nada contra seu marido por lhe trair. Naquela épica era quase impossível para divorciar especialmente para uma mulher. Mas hoje em dia pessoas ainda chamam alguém de santa quando não faz nada contra o mal. Pode ser que a razão de não dizer nada é para guardar secretos ou salvar os sentimentos de alguém que ama. Porque Conceição é "boa"? Por que ficou passiva, deixei as coisas correr no jeito que o marido quis. 

Hoje vimos tantas coisas erradas. Fazemos algo? As vezes pensamos "alguém vai fazer o certo eu não preciso". Pensa sobre o governo (não importa onde você mora). O governo tem três tipos de pessoas: pessoas boas, que vão fazer coisas para melhorar seu país, pessoas más que só que fazer o que vai beneficiar sua bolsa, e pessoas mornas que vêem as pessoas más e não dizem nem fazem nada para acertar o errado. As pessoas mornas são pior ainda de todos por ter a consciência e não agir. (O governo só é um exemplo que todos podem entender não quero uma guerra aqui ;) .)

Acho que Conceição descreve como é para ser uma das pessoas no meio. Ela não está feliz na vida so vivendo para viver. Hoje faz algo mais! Faz algo para melhorar o mundo ao seu redor.

Thursday, September 8, 2016

O Enfermeiro


"Crime ou luta? Realmente, foi uma luta, em que eu, atacado, defendi-me, e na defesa... Foi uma luta desgraçada, uma fatalidade. Fixei-me nessa idéia. E balanceava os agravos, punha no ativo as pancadas, as injúrias... Não era culpa do coronel, bem o sabia, era da moléstia, que o tornava assim rabugento e até mau... Mas eu perdoava tudo, tudo... O pior foi a fatalidade daquela noite... Considerei também que o coronel não podia viver muito mais; estava por pouco; ele mesmo o sentia e dizia. Viveria quanto? Duas semanas, ou uma; pode ser até que menos. Já não era vida, era um molambo de vida, se isto mesmo se podia chamar ao padecer contínuo do pobre homem... E quem sabe mesmo se a luta e a morte não foram apenas coincidentes? Podia ser, era até o mais provável; não foi outra coisa. Fixei-me também nessa idéia..." ( O enfermeiro, Machado de Assis pg. 5)


Como é que nos lidamos com uma calamidade? A culpa vai para onde? Muitas vezes pensamos em o que poderia ter acontecido se nos fizemos tal diferente. Mas nunca conseguimos mudar o que já aconteceu, só pudemos aprender e esforçar não fazer de novo. Nessa citação do conto O Enfermeiro o narrador, quem é o enfermeiro nesse conto, esta numa mudança. Depois de uma temporada de sentir muita culpa ele está pronto para deixar a culpa de algo que realmente era fora de seu controle. Não só se perdoou mas também perdoou o coronel que lhe abusou por três meses sabendo que não era a ação do coronel mesmo mas da doença que tinha. Também explica que o coronel praticamente já estava morto pelo menos quem ele era, percebemos isto quando diz " já não era vida, era um molambo de vida". Que imagem! Quando sou velha quero ser cheia de vida até o último momento.

Todos nos temos lutos pessoais. Temos que aprender quais são em nosso controle e quais são fora. Se colocamos a culpa encima de se sempre vai envelhecer muito rápido e terminar a vida como o coronel, padecendo. Coisas tristes vão acontecer mas se aceitamos este fato pudemos viver um pouco mais leve. Como o enfermeiro devemos fixar-nos em pensamentos bons.

Thursday, September 1, 2016

A Cartomante

"Camilo quis sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura, mas a batalha foi curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato se acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados, pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos, sem padecer nada mais que algumas saudades, quando estavam ausentes um do outro. A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas." (Machado de Assis, A Cartamante, pg. 3)

Na história de Machado de Assis, A Cartomante, é interessante como Machado de Assis descreve como o Camilo e Rita chegaram a cometer adultério lentamente.
Não se olharam e decidiram que iam pecar mas aos poucos ficaram bem confortável um com o outro até fosse tarde demais. Machado de Assis explica antes dessa citação que depois da morte da mãe de Camilo os consoladores eram Rita e seu marido Vilela. Depois um bom tempo em que Camilo e Rita brincavam jogos juntos e fizeram muitas memórias com o outro que ficaram apaixonados. Gosto muito como o autor fala sobre Rita como uma serpente, como na bíblia fala sobre Satanás no Jardim de Éden. Ela foi muita gentil e astuta para ganhar a confiança e amor de Camilo. Ele falou também que não se esforçou muito para parar seus avanços.

Na épica em qual eles viviam era muita séria cometer adultério. Hoje em dia é um pouco mais comum então ninguém se liga muito por coisas assim. Mas acontece no mesmo jeito. Uma pessoa vai conhecendo alguém sem guardar seus sentimentos por aquela com quem é casado. Depois um tempo entusiasmo de ter algo além de seu alcance completamente envolve você. Como Machado de Assis explica ela estava "[pingando]-lhe o veneno". O gosto de obter o impossível é viciante quando sentir tem que ter mais e nunca está satisfeito.